sábado, 2 de maio de 2009

AAAAAAAAAAAHHHHH *grita com eco*



Too much excitement right now!!!!!!!!!!!!

:D

Tinha que gritar em algum lugar já que não estou na minha casa.

Aiai, desculpa aê. Pula esse post e lê o debaixo. Foi mal.

O pão de cada dia

Estava pensando nos pães e rosquinhas da minha vida. Cheguei a conclusão de que adoro açúcar, mas antes de me mandarem a padaria, provavelmente me avisaram que eu estaria de dieta, mas em algum momento entre a casa e a padaria, eu esqueci!

Sempre tive um gosto muito peculiar na hora de escolher doce. Não é qualquer um que me agrada aos olhos, e sempre acabei escolhendo o pão doce que todo mundo queria. Que dor de cabeça. Uma vez me apaixonei por um pão doce, e mesmo implorando ao padeiro pra que me desse o que eu queria, ele deu pra uma "amiga" minha. O pão doce descobri que era uma rosquinha estragada(pior decepção da minha vida!), e a amiga deu só uma mordida (HÁ!). Depois disso eu ainda queria, porque sabe como é criança, quando cisma com uma coisa, ninguém tira da cabeça.

Mas o tempo passou, outras roscas(ma ôeeeeee) vieram e eu esqueci temporariamente a estragada. Mas vira e mexe eu encontrava com a nova freguesa que tinha levado a rosquinha pra casa, e claro, a rosquinha estava sempre com ela. Vai dizer que vc vai deixar sua rosquinha(mesmo que estragada) assim, largada pras formigas comerem(mas hein?)? Nã!

Agora tô eu aqui vendo um monte de pão doce pra lá e pra cá, mas sem levar nenhum pra casa. A padaria daqui é farta, mas esses pães não sei a que vieram. Lembrando as queridas amigas de padaria que o pão doce é um nível acima da rosquinha. Sendo assim o sonho é o supra sumo, o melhor doce da padaria. Desse eu só vi UM, e confesso que ainda acho ser muita injustiça do padeiro trabalhar tão arduamente assim num sonho e depois jogar a forma e a receita fora, mas...não cabe a mim julgar as regras da padaria, não é mesmo?

A padaria aqui é melhor no sentido de ter mais opções que me interessem, mas sou uma freguesa tímida que não diz a que veio, muito menos especifíca o que quer, aí fica difícil. Tô igual cachorro. Eu assistindo os doces e eles os frangos. Quem sabe um dia o padeiro não resolve me dar um, assim, do jeitinho que eu sempre quis e embrulhado pra presente. É, mas tem que ser dessa maneira, porque se for de outra vai continuar difícil. Um freguesa pode sonhar...com os pães, pq se for sonhar com os sonhos, morre de fome!

. x .

Sexta-feira dura, em casa, sem nem mesmo um chocolate pra adoçar o coração, mas mesmo assim tô inspirada pra postar. Engraçado que é a noite que eu tenho as melhores idéias, mas também é a noite que eu tenho mais preguiça. Vai entender, rs.

quinta-feira, 30 de abril de 2009

28 de Abril de 2009 - Tinted Windows @ Troubador, Los Angeles



Pra quem não sabe ou nunca ouviu falar, essa é uma banda nova formada por músicos "antigos". Já que Taylor Hanson é um dos integrantes, eu como uma boa fan de Hanson, tive que dar aquela conferida no material.

(Pra quem não gosta ou nem tem interesse, favor parar de ler por aqui)

Vi que iam fazer show aqui em Los Angeles muito por acaso. Li em algum lugar que no momento não lembro onde(o que era de se esperar), e corri pro Ticketmaster. Tomei um susto pq pensei que o show era dia 12 de Março, o dia exato que eu tinha visto o anúcio, mas não. Dia 12 começava a vender os ingressos. Por sorte, eu comprei na hora ao invés de deixar pra mais tarde como eu sempre faço.

O tempo passou, eu quase não fui pois tava na fase de decidir umas coisas pra minha vida, mas eis que tudo se resolveu da melhor maneira possível. Então na terça, as 7pm saía eu aqui de casa, sozinha, sem GPS, bem como naquela música da Michelle Branch, que não tá na minha lista de cantoras favoritas, mas esse trecho é bem a minha pessoa: "And it's only me, empty handed/With a childish grin, and a camera".

E lá fui eu, que chegando lá descobri que a casa de show era em Beverly Hills, haha. São momentos assim que eu penso como é surreal algumas coisas que eu vivo aqui. Cada restaurante perto da casa de show que eu vou te contar. O naipe das pessoas pra entrar então, sem comentários. Só aquelas mulheres magrelas de pernas compridas e salto agulha, meticulosamente maquiadas, que andam e falam da mesma maneira. É um padrão. Aliás, aqui tem um padrão. As mulheres aqui são muito bonitas, pelo menos aqui na minha cidade, no sul da Califa. Vejo cada uma que fico passada. Nego entra na fila da beleza 10 vezes e Deus não fala nada. Sacanagem. Mas o negócio é que elas todas meio que se parecem de alguma forma, não sei identificar o que é. É como se fosse um padrão. É como se todas quisessem ser a mesma coisa, se vestir da mesma maneira, até como reagem a certos comentários. Que fique BEM claro que não tô falando que americanos são falsos ou coisa do tipo, até pq eu tenho amigos e amigas americanas que NÃO são assim, mas em geral, as adolescentes e recém chegadas ao mundo adulto(nossa, me senti a minha avó agora) são isso aí na minha opinião.

Fugi do assunto, mas retornando com esperança de não ter matado ninguém de tédio com as minhas opiniões fora de lugar, achei o parking sem problemas. Eu sempre me preocupo com parking, SEMPRE. Mas achei numa boa. Saí do parking que era em frente a venue, e fiquei olhando pra Santa Monica Blvd, pensando em como atravessar. Tinha sinal pra esquerda e pra direita, e eu decidindo qual seria mais perto. Ah, que se dane, vou pra direita. Andei, andei, atravessei interessada no letreiro de um restaurante que lia-se Flavor of India, bem na esquina da rua que eu tava pra pisar. Desci os olhos assim enquanto andava, despretensciosamente(?) e ! SUSTO! Vi aquela peruca branca do japa...



A banda estava jantando no restaurante indiano, posso? Dei dois passinhos pra trás, um segundo look e tomei meu rumo. Ninguém na frente do restaurante, só uma suspeita garota num celular. Hummm. Fan, pensei. Eu que não ia parar ali. Meu pai ficou puuuto que eu não entrei (?!?!?!). Como assiiiim? Onde a gente guarda o respeito pelo espaço alheio, ou melhor, a hora sagrada da janta? rs. Admito que são essas pessoas caras de pau que conseguem tudo e um pouco mais nessas horas, mas eu não sei ser assim(eu bem que podia aprender, né?).

Entrando no estabelecimento tamanha foi minha felicidade ao ver o quanto era pequeno o lugar. Ô alegria! Alegria melhor que essa só se o bar fosse num nível mais acima, facilitando a vida da minha pessoa como na House of Blues. Já que não tinha diferença, nem sequer um degrauzinho, uma elevaçãozinha que fosse, mirei o palco e tratei de procurar um bom spot pra ficar.

Quando cheguei não estava cheio e visto que ficar lá atrás não era vantajoso, fui o mais pra perto do palco que eu pude e finquei meus pés. Esperei mais de duas longas horas, putz. Eles foram bem pontuais, mas teve banda de abertura e o caramba. Minha coluna doíiida, ainda mais depois de um dia de trabalho com crianças saudáveis.

Sei que vi todos os membros da banda entrarem no palco, e por último o vocalista principal, claro. Tá sissi, aquele ali. Mas ele pode, vai. Blusa social vermelha, gravata e calça branca (cara, só nele isso fica legal, fala sério), e só Deus sabe como era o sapato pq eu não estava tão perto assim pra ver. Ele entrou, cantou, pulou, SUOU e foi assim, 1 hora de show só pq afinal eles só tem um cd, haha. Variedade 0, mas tá beleza. Foi muito legal poder ter estado ali, conferir um lado diferente de um músico que eu conheço já faz uns anos. Não foi a mesma emoção que Hanson nem de longe, já falo logo.



Terminou o show e eu morrendo de vontade de ter aquele momento de sorte, aquela luz divina que cai once in a life time sobre a gente e te proporciona momentos surreais. Total me vi sendo convidada por alguém pra jogar papo fora no backstage e poder trocar umas palavrinhas com o Hanson do meio(só ele tb, pq o resto eu só sei mesmo o nome do japa e olhe lá). Mas aí o mundo real me chamou de volta pra Terra, eu caí em mim e tomei o rumo do estacionamento. O dia seguinte era dia de branco, ralação e já eram mais de 11pm, hora de Au Pair estar na cama. Fui mas não antes de virar pra trás e dar aquele último look no local repassando as memórias da noite.

Fui pra casa com aquela vontade contida de dar dois tapinhas nas costas daquele ser e dizer o quanto eu estava orgulhosa e feliz por ele como uma velha amiga de infância, mas mais uma vez a Terra fez aquela chamada interespacial(?) e eu tive que entrar na 405 S e voltar a minha atenção para os carros que mais pareciam flechas voando do meu lado.

Resumo da ópera: Muito bacana e tal esse projeto paralelo. Acho legal que ele(Taylor Hanson) tá tendo uma nova oportunidade de fazer com que as pessoas pelo menos escutem, sem o preconceito cego que todos tem quando escutam o nome Hanson. Torço muito pra que dê tudo certo. As músicas são legais, o show é animado, descontraído, mas Hanson é Hanson. As duas bandas são bem diferentes. Nada substitui pra mim. Acho tb que é o fato de Hanson estar ligado a muitos momentos da minha vida, amigos que eu fiz, etc.

Então taí, minha review pra quem quiser ler, com bastante detalhe que não é importante, mas tá beleza. São minhas memórias.



Boa sexta pra todos!
Off topic total: não comam a Pringles de Salt e Vinegar. O gosto é bom, mas o cheiro de vinagre é tão forte que me broxa o gosto, argh.

terça-feira, 28 de abril de 2009

Dois comentários (desnecessários)

Hoje:

Tava saindo pro curso quando resolvi parar e me intrometer na briga alheia entre Bob e Pocahontas. Eu e minha mania de mediar conflitos. Fui tentar apaziguar o negócio, acalmar Bob que mais parecia Enéas em horário político, e me venho com a brilhante idéia de assoprar a cara do muleke que tava ficando vermelho de raiva e choro. Pronto. Achou que eu tava cuspindo nele. Cuspiu de volta e me beliscou várias vezes. Tudo isso por causa das batatinhas chips de arroz recém chegadas da rua que a irmã estava colocando pra ele num guardanapo mas ele queria no prato. Nessa hora dei uma de Quico e gritei "Jackieeeeee, o Bob me beliscoooou!". Já com a voz embargada e a vista embaçada com o excesso de lágrimas, peguei minhas coisas, meu tênis e sumi antes que me vissem chorando por causa de um beliscão de um cotoco de quase 4 anos.

Tô muito emotiva esses dias(só esses dias?!). E acho que é tudo culpa do pão doce. O pior é constatar que o pão doce é bem parecido com aquela rosquinha (estragada) que vc tanto queria anos atrás, mas nunca chegou a sequer provar. É como se a história estivesse se repetindo, credo. Pelo menos não lembro da rosquinha quando olho pro pão doce.

(sabe o que é isso? Carência - a décima potência)

Tá brabo.

Etc:

Não é de hj que vejo esse homem barbudo (meeesmo), de óculos, descalso, pés com rachaduras super profundas, andando pela rua lendo um livro e carregando na mão algum outro. Não sei como atravessa a rua, menina. Ele tá sempre lendo, sempre. Quando o vi pela primeira vez fiquei fascinada. Eu sou uma people watcher, fato, então fiquei analizando a figura e não conseguia decidir se ele era um mendigo (o único da minha cidadezinha), louco, os dois, e com ou sem teto. Vi ele passando e atravessando a rua (feito mágica!) mais de uma vez. A última vez? Aqui na minha rua, entrando em uma das casas. Ele é meu vizinho, HÁ!

Que coisa, não? Conclusão que eu cheguei foi que eu sou muito normal. Me achei bem boring até.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

What's the secret?

I mean, really.

Tipo que quando eu vou em algum lugar, festa, confraternização, batizado ou enterro, eu me comunico facilmente. Chego chegando e logo já tô batendo papo com um aqui, outro ali. Basta eu conhecer um ou dois no meio da multidão. Mas que fique bem claro que esse meu comportamente acontece só em português. Já em inglês, a coisa muda de figura. Eu fico mais calada do que qualquer coisa. Não consigo ser desenvolta e começar conversa assim fácil. É péssimo, me sinto péssima. Passo uma imagem que não é minha.

Então venho aqui hj perguntar a vcs, fellow au pairs se vcs tem algum segredo pra esse dilema.

Edit: Vim fazer um adendo. Eu postei isso aqui pq ontem eu fiquei passada como algumas meninas mesmo falando um outro idioma tem uma facilidade quase assustadora de se misturar e se enturmar(?) assim, puff, do nada. Quando vê já tá batendo aquele papo gostoso. Vi isso acontecer ontem, e pensei "comofas, Jesus?". Invejei, assumo.

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Ia deitar, mas acabei de ver que tá passando The Notebook na TV e eu tô bem sentimental esses dias (darnit)

Boa semana pra todos!
p.s. pra quem interessar, eu postei o resumão a Visitante e o Pianista uma semana atrás, mas como eu já estava escrevendo fazia um tempo, ficou embaixo do último post.

quinta-feira, 9 de abril de 2009

LOL of the day

Jackie tá assobiando a melodia de "O Sapo Não Lava o Pé" desde que chegou em casa. Agora pouco virou pra mim e disse que esperava que no final do meu ano ele soubesse falar mais do que "mas que chulé" em português. E isso não é tudo! Tá lá dedilhando no piano umas notas pra acompanhar a música, HAHA! Tá viciado, rs.

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Tô trabalhando no post sobre a visitante e o pianista. Juro!

domingo, 29 de março de 2009

Resumão Visitante & Pianista

A Visitante alemã:

O início do meu ano aqui na América não foi muito fácil. Ao contrário de muitas meninas, meu início foi tudo menos flores. Um dos motivos foi o fato de eu perceber o quanto eles sentiam falta da au pair anterior, aquela que chamo carinhosamente de: A Visitante. Infantilidade pra muitos, ciúme, como queiram chamar. Mas prazer, meu nome é Bela e embora eu não me orgulhe de algumas das minhas características, essa sou eu.

Até quase o meio dessa experiência, eu criei uma certa implicância em relação a ela. Por quê? Bob parou de dormir na cama dele quando ela foi embora, acordava várias vezes durante a noite. Mas esse pelo menos nem falava no nome da ditacuja. Só meses depois ele começou a mencionar ela, contando fatos aqui e ali. Já Pocahontas, essa era o meu maior problema. Vivia comparando nós duas. Era um tal de perguntar por que eu não falava inglês tão bem quanto a outra (grrrr...), por que eles não podiam fazer isso ou aquilo já que a outra deixava, o quanto ela amava a alemã e sabia o hino da Alemanha by heart -.-' Jackie e Sandra, era fácil de notar no início o quanto sentiam falta dela também. Mesmo "sem querer" eles faziam uma ou outra coisa que insinuava (ao meu ver) que a outra fazia melhor. Sem contar que ela passou de primeira na prova de direção onde supostamente era o lugar mais difícil de passar, e eu só passei na terceira -.-'' Falavam com ela ao telefone quase todo final de semana! No início eu até participava, depois eu passei a me retirar já que não tinha nada pra acrescentar.

Nessa época onde minha antipatia só crescia, no auge da minha infantilidade, fiz de tudo pra planta que ela deixou aqui morrer...rs. Eu sei que o tempo passou e eu fui trabalhando isso dentro de mim porque vamu combiná, o lema aqui é progresso. Quando eu me vi tentando salvar a planta que quase morta já estava (sem folha alguma a bicha), percebi que meu sentimento com relação a ela tinha mudado, e resolvi mandar um email. A essa altura eu já sabia que ela estaria vindo, só não sabia quando exatamente.

Depois desse e-mail devo ter mandado mais uns dois, com fotos das crias e tudo. Pensei até em encontrá-la em Chicago, quando eu já sabia o roteiro dela na América, e fazer parte do passeio com ela. Infelizmento eu não tinha $$ suficiente, e não fui. Mas por algum motivo desconhecido, eu estava bem animada pra chegada dela. Não só eu. As crianças SÓ falavam disso na semana anterior. Pocahontas chegou a soltar a pérola "semana que vem terei uma aula de piano maravilhosa - risada de deboche - pq fulana estará aqui e ela toca flauta, conhece música e vc não sabe NADA". Minha vontade foi mandar ela pra pqp três gordas vezes. É criança? É, mas já sabe o que machuca e o que não machuca. Se não soubesse não vinha choramingando da escola as vezes reclamando de certos comentários proferidos por supostos coleguinhas. Pior, tinha sido o dia em que eu fui buscá-la toda contentinha, tinha comprado picolé na saída da escola e estava toda solidária com os problemas dela, e depois disso tudo ela vem e me manda uma dessa. Chorei de raivaaa. Vontade de arrumar minhas coisas e picar a mula, porque cá entre nós, eu dou o melhor de mim aqui, vivo preocupada com a opinião deles, com o bem estar de todos pra depois ser tratada desse jeito. Meus pais estão certos quando dizem que vim aqui pra fazer o que tenho que fazer mas também viver a minha vida, não pra ser a melhor Au Pair do mundo. As vezes eu esqueço disso.

Pra resumir e não deixar ninguém dormir com a descrição dos meus dias e pensamentos enquanto a visitante estava aqui, posso dizer que foram duas semanas ÓTIMAS em que as crianças me trararam super bem, assim como a família que nos primeiros dias ficaram preocupados se eu estava me sentindo confortável com a presença dela. Pocahontas, pra minha supresa, fez questão que eu estivesse sempre presente em todas as atividades. Trabalhei bastante, mas foram dias muito agradáveis e acredite se quiser, se ela fosse au pair aqui na região, com certeza ela seria a minha amiga mais próxima. Nos demos SUPER bem, temos muita coisa em comum. Aprendi muito com ela também. Aliás, isso é um dos aspectos da minha personalidade do qual acredito ser uma das minhas maiores qualidades. Eu sempre busco aprender alguma coisa com as pessoas que eu conheço, seja com os defeitos ou com as qualidades. Tem sempre alguma coisa que te faz repensar reações ou situações da sua vida.

O engraçado foi ver como as pessoas acham que somos related de alguma forma. Isso foi engraçado e estranho, já que fisícamente não somos tão parecidas assim. Aliás, nem eu nem ela nos achamos parecidas a ponto de pensarem que somos irmães, primas, mas não só uma, mas quatro ou cinco pessoas em lugares completamente diferentes.



Chorei quando me despedi dela e senti falta de ter uma amiga por perto na semana que ela voltou pra Alemanha. Ou eu me apego as pessoas rápido demais, ou eu realmente fiz uma amiga alemã. Fico com a segunda opção. Como a vida dá voltas, não?


O pianista:

Por via das dúvidas, mas já sabendo que não seria lá grande coisa devido a minha intuição aguçada, fiquei toda bonitinha pro tal jantar já que a primeira parte seria aqui. Não ia comer, mas ia recepcionar por pelo menos 1 hora os vizinhos aqui enquanto eles desfrutassem do pianista e sua música.

A visitante estava aqui, e também não ficou atrás. Deu 5:30 estava penteando cabelo, colocando uma make up básica, essas coisas. Não muito depois disso alguém bateu na porta da sala. Devo confessar que fiquei com medo de olhar, mas olhei e minhas expectativas estavam certas. Não era o monstro do Lago Ness, mas também estava longe de ser um Patrick Fugit.

Chegou tímido, continuou mudo, sentou no piano e começou a tocar. Melodia conhecida, pensei. Cochichei com Pocahontas e conhecia a versão em português da música. Tão familiar! Acabei dançando com os cotocos na sala enquanto ele tocava. Mais tarde, depois que o povo foi todo pra casa ao lado pra jantar, tive oportunidade de bater papo com ele e claaaaaaaaro que eu conhecia a música. Era Bossa Nova!!!! Ele ama Bossa Nova, AMA. Tocou várias, inclusive o hino Garota de Ipanema, rs.

A noite transcorreu tranquila. Eu aceitando o fato de que estava certa mais uma vez, e ele sentadinho na mesa jantando com as kids, vestindo um suéter com calça social e sapato social, tudo bem bege. Conversamos um pouquinho aqui, um pouquinho ali, vimos o desenho dos Smurfs e bem depois disso Bob vira para o pianista e solta a frase "now I think you should go home", LMAO! Ri demais. Minutos depois ele mudou de idéia quando a irmã disse que queria brincar de "baby", pois disse "you can be the daddy!". HAUHAUAHUAHUAAUHAU RI HORRORES. "Baby" é quando a gente brinca de casinha. As vezes um deles é o bebê, mas de vez em quando usamos as bonecas. Foi hilário! 10 minutos depois ele foi embora.

Uma semana depois, a visitante já em solo alemão, eu com a host familia no Disney Concert Hall, Sandra me dá um susto olhando pra mim com os olhos arregalados (essa palavra sempre me soa estranha...). Tinha acabado de se lembrar que o pianista tinha mandado um pacote pra mim que estava na bolsa dela desde segunda. Era um cd de Bossa Nova que ele gravou pra mim.

Agradeci por email 3 semanas depois >.< (procrastinator mor) Que foi respondido na manhã seguinte. Ainda não respondi de volta, though. Que fique bem claro que eu não tenho intenções algumas com o talentoso pianista. Tô é de olho num pão com bastante açúcar e creme que eu vejo de vez em quando numa padaria aqui perto, mas tá cheio de abelha em cima. O engraçado é ver que entra dia, sai dia e o pão, tão apetitoso, continua lá na pratileira. Estranho, né?

Enfim, boa noite! Vou dormir pq tive um dia de cólica braba, mas Deus é bom e isso aconteceu num dia em que a mãe de Sandra estava aqui. Amo essa coroa, pqp. Minha ídola!

Bju e fui ;*